Trocar a compra de equipamentos por um contrato de gestão contínua parece, à primeira vista, uma decisão só financeira. Na prática, é uma mudança de como a empresa lida com risco operacional. Quando o dispositivo passa a ser gerenciado por quem entende de ciclo de vida, suporte e substituição, o problema deixa de ser “temos o equipamento certo” e passa a ser “a operação está protegida quando ele falhar”.

 

Esse é o raciocínio por trás do crescimento do Device as a Service (DaaS) nas empresas brasileiras. Neste artigo, explicamos o que caracteriza o modelo, por que ele vem ganhando espaço e o que avaliar antes de assinar um contrato.

 

Device as a Service não é sinônimo de alugar equipamento. Aqui está a diferença

Device as a Service é um modelo de outsourcing de TI em que a empresa contrata o uso de dispositivos (notebooks, desktops, tablets, coletores de dados, smartphones corporativos) dentro de uma mensalidade recorrente que cobre também suporte técnico e gestão do ciclo de vida do equipamento.

 

A confusão mais comum é tratar isso como sinônimo de locação. Não é. O aluguel tradicional resolve o problema de posse: a empresa usa o aparelho sem comprá-lo, ponto final. O DaaS vai além, porque acompanha o dispositivo durante toda a vida útil dentro da operação, do provisionamento à substituição por obsolescência, incluindo suporte técnico ao longo do caminho. É essa diferença que a Insight define como o deslocamento do modelo de posse individual para uma assinatura gerenciada, e que também aparece descrita na documentação da Intel sobre gestão do ciclo de vida de dispositivos corporativos.

 

Na prática, um contrato de DaaS costuma reunir:

  • Provisionamento e configuração do dispositivo antes da entrega, já pronto para uso
  • Suporte técnico durante toda a vigência do contrato
  • Substituição programada quando o equipamento se aproxima da obsolescência
  • Gestão centralizada da frota, com visibilidade sobre uso e status
  • Manutenção e reparo incluídos, sem custo adicional por chamado

 

O que está por trás do crescimento do DaaS: o custo que o CAPEX esconde

Comprar hardware concentra o desembolso logo no início. Depois disso vêm manutenção, upgrade, descarte e o tempo de TI dedicado a gerenciar essa frota internamente, um custo que raramente aparece como linha separada na planilha, mas que cresce junto com o parque de equipamentos.

 

Um notebook comprado hoje já começa a ficar para trás

Sem um plano de substituição definido, é comum que a empresa continue operando com equipamentos defasados por falta de orçamento para trocar tudo de uma vez. O resultado é mais chance de falha e menos produtividade de quem depende daquele dispositivo no dia a dia.

 

Quando o dispositivo para, a operação para junto

Um coletor de estoque quebrado numa doca de carregamento. Um notebook de vendedor em campo travando na frente do cliente. Um tablet de inspeção sem bateria no meio de uma vistoria. Nenhuma dessas situações espera um chamado técnico ser aprovado. É justamente esse ponto que o DaaS ataca, ao incluir suporte e substituição como parte do contrato, e não como um pedido avulso que depende de orçamento disponível.

 

Previsibilidade financeira sem abrir mão de tecnologia atualizada

Trocar um desembolso concentrado por uma mensalidade fixa facilita o planejamento financeiro e libera caixa para outras frentes do negócio. Isso não torna a compra de equipamento uma decisão errada em todos os cenários, mas exige olhar para o custo total de posse, não só para o preço de tabela do dispositivo.

 

Em que tipo de operação o DaaS realmente compensa

O modelo entrega ganho diferente conforme o contexto:

 

Centros de distribuição e logística: coletores de dados e leitores precisam funcionar em ritmo contínuo. Uma falha para a separação de pedidos, e ter substituição rápida prevista em contrato evita que o picking dependa de um chamado técnico avulso.

 

Varejo com múltiplas unidades: frentes de caixa, tablets de consulta e dispositivos de estoque espalhados por várias lojas. Gerenciar isso loja a loja consome um tempo de TI que poderia estar em projetos mais estratégicos.

 

Operações externas e manutenção em campo: técnicos que dependem de tablets robustos para registrar ordens de serviço e acessar sistemas em ambientes adversos, onde a integração com ferramentas como o Android Enterprise pesa tanto quanto o preço do aparelho.

 

Times comerciais e equipes híbridas: notebooks e smartphones corporativos para equipes que crescem ou reduzem conforme a sazonalidade do negócio, sem que isso signifique comprar ou se desfazer de equipamento a cada mudança de quadro.

 

Agronegócio e utilities: no caso de dispositivos usados em campo, muitas vezes fora de cobertura tradicional. A gestão remota reduz a dependência de deslocamento físico para resolver problemas simples.

 

O que perguntar antes de assinar (nem todo DaaS entrega a mesma profundidade)

Nem todo contrato chamado de DaaS no mercado cobre o mesmo nível de serviço. Vale checar:

 

  • O suporte inclui apenas reparo, ou também substituição temporária enquanto o equipamento é consertado?
  • Existe um plano definido de renovação, ou a substituição é negociada caso a caso?
  • O fornecedor oferece alguma forma de acompanhar status e uso dos dispositivos, ou a gestão continua manual internamente?
  • O dispositivo se integra ao MDM e às ferramentas de gestão que a empresa já usa?
  • O suporte cobre todas as regiões onde a operação tem unidades ou equipes de campo?
  • O contrato acompanha o crescimento (ou a redução) da operação, ou é um número fixo por um prazo rígido?

 

Onde a MGI entra nesse modelo

A MGI atua como parceira operacional nesse processo, não só como fornecedora do equipamento. O diagnóstico inicial olha para o desafio real da operação (tipo de uso, ambiente, criticidade do dispositivo) antes de desenhar a solução, evitando aplicar o mesmo pacote padronizado a operações com necessidades diferentes.

 

O contrato reúne hardware, suporte técnico especializado e gestão ativa dos ativos pela plataforma própria MyIN, com equipamentos entregues já prontos para uso e acompanhamento contínuo durante toda a vigência.

 

Quanto tempo a sua operação ainda vai bancar hardware parado?

Cada dia com um dispositivo crítico fora de operação, ou com capital imobilizado em equipamento perdendo valor, tem um custo que normalmente não aparece detalhado em nenhuma planilha. Se você quer entender onde isso pesa mais no seu parque de dispositivos, fale com um especialista da MGI e avalie se o modelo de Device as a Service se aplica ao seu cenário.

Escrito por:

MGI

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